Roma, século XVI. A tinta do Index Librorum Prohibitorum ainda estava fresca quando as primeiras fogueiras se acenderam nas praças. Cada chama consumia mais do que papel: queimava ideias capazes de derrubar tronos, desmascarar dogmas e reescrever a história do Ocidente.
Reis enviavam seus melhores espiões. Cardeais despachavam caçadores em silêncio absoluto. Em cada porto da Europa, um nome era sussurrado com medo: a Biblioteca do Diabo — o cofre proibido onde sobreviviam os manuscritos que a Igreja jurou apagar da memória do mundo.
Quem fosse encontrado com uma única dessas páginas era arrastado para o tribunal da Inquisição. Não havia julgamento, havia sentença. E a sentença era sempre a mesma: silêncio — pelo fogo, pela corda ou pela lâmina.
E ainda assim, houve homens dispostos a morrer para que esse conhecimento não morresse com eles. Esta é a história deles. E agora, também a sua.